Na noite vibrante do cortejo de Carnaval no Funchal, entre plumas douradas, brilhos e sorrisos rasgados, houve uma estrela improvável que roubou atenções: um coelho branco e fofo chamado “Orelhinhas”.
O nome não surgiu por acaso. Conta o dono, Avelino Freitas, que quando nasceu o pequeno coelho tinha as orelhas “maiores do que ele”. A desproporção enternecedora ficou na memória da família e acabou por dar identidade ao animal que, agora crescido, continua a conquistar corações — desta vez no meio da festa carnavalesca.
Ao longo da noite, Orelhinhas andou de mão em mão entre residentes e turistas, sempre com a serenidade de quem sabe que está a ser mimado. Houve quem pedisse fotografias, quem lhe fizesse festas tímidas e quem não resistisse a um sorriso ao vê-lo contrastar com os trajes exuberantes dos foliões. Entre fatos cintilantes e coreografias animadas, o coelho tornou-se um momento de ternura inesperado no meio da euforia.
Avelino Freitas acompanhava tudo com orgulho, partilhando a história do nome e garantindo que Orelhinhas está habituado ao carinho das pessoas. A cada novo colo, repetia-se o encanto: olhares curiosos, gargalhadas e telemóveis erguidos para registar o momento.
Numa noite marcada pelo brilho e pela fantasia, foi um simples coelho branco que acabou por fazer furor, provando que, no Carnaval do Funchal, há sempre espaço para a doçura — especialmente quando vem com orelhas que, em tempos, eram maiores do que ele.










