De acordo com a mesma fonte, após a agressão, e antes da chegada da PSP ao local, o suspeito terá tentado eliminar vestígios do ataque, lavando o corpo do animal com água através de uma mangueira. O procedimento terá provocado um quadro de hipotermia, tendo o cão dado entrada numa clínica veterinária em estado crítico.
O resgate foi efetuado pelo Abrigo Municipal de Machico, em articulação com a PSP, que garantiu a estabilização do animal. Júnior esteve internado durante dois dias e encontra-se agora sob os cuidados da associação.
Além de cortes profundos na cabeça — já tratados — o cão continua sem mobilidade nas patas traseiras. Para avaliar a extensão das lesões e determinar se existe possibilidade de recuperação neurológica, a associação considera urgente a realização de uma tomografia axial computorizada (TAC).
A entidade afirma conhecer a identidade do alegado agressor e sublinha que a agressão a animais é crime punível por lei, garantindo que pretende avançar com o processo judicial. Nesse sentido, procura um advogado com experiência na área da proteção animal que possa acompanhar o caso.
Paralelamente, a associação lançou um apelo público para angariação de fundos destinados à realização do exame, aquisição de medicação e cobertura dos cuidados permanentes que o animal poderá necessitar. Estão também a ser solicitados donativos em géneros, nomeadamente resguardos, patê e ração seca de qualidade.
Segundo os responsáveis, o objetivo é garantir condições de vida dignas e conforto ao animal, independentemente do prognóstico clínico.
O caso está a gerar indignação entre defensores da causa animal, que reforçam o alerta para a gravidade dos maus-tratos e a necessidade de responsabilização criminal dos agressores.









