Foi uma noite mágica que encheu as encostas da cidade de cor e luz.
A tradição acontece anualmente no último fim de semana de agosto, na véspera do Santíssimo Sacramento.
Reza a história que antigamente os moradores fizeram pequenas fogueiras com pinhas para alertarem a população para a proximidade de ataques piratas. Um dos rituais mais emblemáticos da história das invasões de corsários continua a ser recriado desde 1903 como gesto de agradecimento pela proteção divina.
As figuras alegóricas são construídas, com alguns dias de antecedência, por grupos de homens oriundos de diversos sítios do concelho, numa espécie de competição entre as várias localidades. Os temas escolhidos são, regra geral, desenhos de barcos ou símbolos religiosos.
As bolas são construídas com trapos e resíduos de algodão provenientes de oficinas de automóveis.
No final, os homens descem a encosta até o centro da Cidade trazendo na mão um "borrão" e tocando búzio. Segue-se o tradicional banho de mar.
622 








