Um homem de 30 anos, de nacionalidade bengalesa e residente na Região Autónoma da Madeira, faleceu esta semana após cair de um edifício em construção, no que foi o seu primeiro dia de trabalho. A informação foi confirmada através de um comunicado divulgado pelo Centro Cultural Islâmico da Madeira, que manifestou profundo pesar pela morte do membro da comunidade muçulmana.
“Todos pertencemos a Allah e a Ele retornaremos”, refere a nota, sublinhando tratar-se de “uma perda muito dolorosa”, especialmente para a família da vítima, que atravessa “um momento extremamente difícil”.
Segundo o comunicado, a empresa de construção onde o trabalhador iniciava funções está a prestar apoio e encontra-se a tratar dos procedimentos necessários junto da companhia de seguros. Paralelamente, a comunidade islâmica enfrenta agora o desafio logístico e financeiro de organizar o transporte do corpo para Lisboa e, eventualmente, para o Bangladesh, onde poderá vir a ser realizado o sepultamento.
O Centro Cultural Islâmico da Madeira aproveita o episódio para alertar para uma preocupação antiga da comunidade muçulmana na região: a inexistência de um espaço próprio para sepultar islâmicos. “Muitos membros da nossa comunidade trabalham na construção civil ou em serviços de entrega de comida, áreas onde acidentes podem acontecer a qualquer momento”, refere o comunicado, defendendo a necessidade “urgente” de um pequeno cemitério islâmico na Madeira.
Na mesma nota, é lembrado que outras confissões religiosas, como a comunidade judaica e a Igreja Anglicana, já dispõem de cemitérios na região. A comunidade muçulmana manifesta, por isso, a esperança de que venha a ser concedida autorização para um espaço semelhante que responda às suas necessidades religiosas e culturais.
O comunicado termina com uma mensagem de condolências e oração: “Que Allah conceda ao nosso irmão o Paraíso (Jannah) e dê paciência e força à sua família neste momento de dor.”









