De acordo com o aviso à população, as condições meteorológicas começam a deteriorar-se a partir de 17 de março, devido ao enfraquecimento do anticiclone e à aproximação de uma depressão atmosférica situada entre os arquipélagos dos Açores e da Madeira. A instabilidade deverá manter-se pelo menos até 20 de março.
Durante este período são esperados períodos de céu muito nublado e aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada, sobretudo nas costas norte e sul da Madeira, nas regiões montanhosas e na ilha do Porto Santo. Está também prevista queda de neve acima dos 1400 a 1500 metros entre quarta e quinta-feira.
O vento deverá intensificar-se gradualmente, soprando de oeste ou sudoeste com rajadas que poderão atingir 70 km/h, chegando aos 90 km/h nas terras altas. Na sexta-feira, especialmente durante a manhã, as rajadas poderão alcançar 130 km/h nas zonas montanhosas.
Também a agitação marítima deverá aumentar a partir de quarta-feira, com ondas de quatro a cinco metros na costa norte e parte oeste da costa sul. Na sexta-feira, na costa sul da Madeira e no Porto Santo, as ondas poderão atingir cinco a seis metros, com altura máxima até 10 a 12 metros.
Perante estas previsões, a Proteção Civil alerta para a possibilidade de queda de ramos ou árvores, inundações urbanas, piso rodoviário escorregadio, deslizamentos de taludes e galgamentos costeiros.
As autoridades recomendam à população a adoção de medidas de autoproteção, como evitar deslocações desnecessárias, garantir a fixação de estruturas soltas, manter os sistemas de drenagem desobstruídos e acompanhar as informações meteorológicas e indicações das autoridades.
O SANAS Madeira reforça ainda os apelos de segurança, recomendando aos populares que permaneçam afastados da orla costeira, respeitem as áreas vedadas e sigam as indicações das equipas que se encontram no terreno.
Aos proprietários de embarcações, a entidade aconselha a confirmar e reforçar as amarrações, ajustar as defensas, garantir a limpeza dos canais de escoamento de água da embarcação e o correto fecho das vigias e gaiutas, bem como verificar a operacionalidade das bombas de esgoto, manuais ou elétricas. É também recomendado permanecer em porto durante o período de maior instabilidade e redobrar as visitas às embarcações para avaliar o seu estado com o evoluir das condições meteorológicas.
Em caso de emergência, as autoridades lembram que deve ser contactado o 112.









